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02 outubro 2019

Prótese Total do Joelho no Século XXI

A artrose do joelho é uma doença comum que causa dor e incapacidade física. O tratamento conservador da artrose do joelho inclui medicação, redução de peso, exercícios de baixo impacto, fisioterapia e injeções intra-articulares. Contudo, quando estes tratamentos se revelam incapazes de aliviar a dor e restaurar a função do joelho - e sobretudo quando a qualidade de vida fica prejudicada – pode ser necessário realizar uma prótese total do joelho (PTJ).

Apesar de as primeiras tentativas rudimentares datarem do século XIX, foi na década de 70 do século XX que as PTJ se desenvolveram o suficiente de modo a oferecerem resultados consistentes. Desde então, diversos fatores evoluíram e, hoje em dia, as inovações técnicas cirúrgicas e as últimas tendências no tratamento perioperatório oferecem uma nova experiência ao doente submetido a esta cirurgia.

Os atuais modelos de prótese foram otimizados e permitem maiores graus de flexão e rotação tibial, o que torna o movimento mais natural e semelhante ao do joelho original. Mais ainda, também as técnicas de instrumentação que guiam os cortes ósseos e consequente posição final dos implantes foram aperfeiçoadas. A introdução da navegação assistida por computador reduziu bastante a percentagem dos erros de alinhamento que acarretam maior risco de falência precoce da prótese.

No que diz respeito à gestão das perdas sanguíneas, a administração de ácido tranexâmico – um medicamento que torna o mecanismo de coagulação mais eficiente – reduz grandemente a intensidade do sangramento. Para além disso, foi também já demonstrado que a não utilização de drenos diminui de forma significativa a hemorragia, sem aumentar as complicações da ferida operatória. O uso combinado destas inovações reduziu praticamente para zero a necessidade de transfusões de sangue neste contexto.

As técnicas de anestesia modernas e a analgesia peri-operatória constituem-se como aspetos fundamentais para o bem-estar e reabilitação precoces pós-operatórios. A anestesia loco-regional e/ou bloqueio de nervos periféricos permitem não só realizar a cirurgia com toda a segurança (mesmo em doentes idosos e com doenças cardiorrespiratórias), como também um controlo da dor muito mais eficaz e com muito menor utilização de analgésicos sistémicos. Assim, o objetivo funcional de levante e mobilização precoces é conseguido com todo o conforto e ausência de dor para o doente. Hoje em dia, é habitual que o doente esteja a pé e a andar de canadianas ao segundo dia após a cirurgia e geralmente está apto para regressar a casa ao quarto dia.

Nos dias de hoje, a prótese total do joelho oferece enorme alívio da dor e melhoria da função da articulação, tendo excelente sobrevida a longo prazo - aos 10 anos, mais de 90% dos doentes ainda retêm a sua prótese original. Com as técnicas cirúrgicas e anestésicas atuais, esta cirurgia é realizada de uma forma mais confortável, mais rápida, com muito menos dor pós-cirúrgica e um regresso mais precoce às atividades da vida diária.

Redigido por Prof. Doutor Ricardo Sousa (OM42897), Ortopedista especializado em Joelho no Trofa Saúde Hospital em Alfena e em Gaia

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